quarta-feira, 27 de abril de 2011

Encontro

Noite linda
Do nada resolvi
Do meu Templo sair.
E no destino traçado
Assim que cheguei
Do nada te vi.
E logo percebi
Do meu cavalo assustado
Que de um tempo passado
Te reconheci.
E a lua me disse
Mas não acreditei
Que por tempos infinitos
A ti namorei
E nem nos ponteiros do tempo
Os anos contei
Pois seria um tormento
Mas não mais importava
Eu a ti encontrava.
Segui teus passos como sombra
E em todos os cantos te encontrei
Torcia que tu
Como adolescente
Percebesses a mim
No meio de tanta gente...
Mas desapercebido
Por ti continuei
Até que decidido
Não mais suportei
Teus olhos tão claros
Não me perceberem
E não me achando tão raro
Ao teu lado
Joguei-me, atirado...
E me apresentei
Jamais poderia
Naquele momento
De ti me perder
Tão feliz assim
Um pouquinho de mim
A ti, fiz-me ter
E de tudo um pouco
Pudemos dizer
E embalados na madrugada
Ao amanhecer
Olhando nos olhos teus
Te pude falar
Com sinceridade plena
Como foi bom
Te encontrar
E um pouquinho de ti
Poder carregar
E em tua carruagem o deixei
E de alma serena
Desci do cavalo
E me despedi.
E pro meu recanto voltei.
Já sem o luar
E em meu leito fiquei
Em ti a pensar
E dormi
E sonhei
Que na realidade
Tu não eras meu sonho
Eras minha verdade.

Alexandre Valente


sábado, 16 de abril de 2011

Sina

Nas noites mais intensas
Libertando minha louca tendência
Te trago a minha frente
Nesse ímpeto
Nessa incompreendida
Vontade bandida
De tempos de sol
Fazer chover
De do nada trazer o sofrer
E em tão real presença tua
Que de mais nada que eu crie
Ou invente
Ou substitua
Ou que de tudo pra sofrer eu tente
Nada mais posso
Com teu rosto criado em minha mente
Nessa hora
Não consigo mais
Livrar-me de ti
Pois minha dor de amor
Em mim, te materializou
Quem mais amei e amo
Desde tempos que já não posso contar
Resumo minha solidão
Dos anos que o tempo levou
No meu drinque
Na minha música
No exagero do meu show
No meu invento
No doce intento
De saudades tuas matar
Não me livro de ti
Esvaindo-me tento
Afogar-te em meu peito
Mas o caso é perdido
Me entrego, bandido
Pois minha sina é te amar.


Alexandre Valente


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Coração de Vampiro



Perdi as contas
De quantas
As vezes foram
Que feri meu coração.
Perdi as contas
Das marcas
Cicatrizes
Que nos momento de dor
Dos mais infelizes
Jamais sarariam.
Quieto e impotente
Um Coração Valente
Por si só latejante
Como vampiro errante
Se regenera sozinho
Da dor do caminho.
E o Coração Valente
De mil cicatrizes
Continua na vida
E são infelizes
Os que não o tocam
Pois imortais
Se tornariam.
Forte Coração Valente
Que no ardor de sua dor
Mostra aos homens mortais
O que é viver o amor.

Alexandre Valente