sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dor


Dor...

Ela vem sorrateira
Se apossa do coração
Espreme até brotar
O néctar da lágrima...
Dor...
Ela lembra o tempo perdido
O amor não vivido
O desperdício
De uma vida
Mas morre de lástima,
Quando vê que seu vício
De contorcer corações
Relembrar passados e traumas
De tola e invejosa
Só a nós presenteia
Com a fortaleza da alma...
Dor...
Da tua ignorância em vão
Quanto mais me açoitastes
Mais nobre me fizestes...
Mais belo de coração.
Agradeço a ti...
Porque de derrota, ao invés
E pobre de sonho algum
Me fizestes mais doce e rico...
Cheio de amor...
Não somente “mais um”...

Alexandre Valente

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Alívio

Amar...
É saber compreender
Mesmo não aceitando...
É cobrar com carinho
Não se fechando...
Mas como criança
Que ainda em mim há
Sigo meu coração...
E só sei me fechar...
Apesar de vida vivida
Desmanchar de esperanças
Lindos castelos de areia
Pelas ondas levados...
Desfigurados...
Teimo de peito aberto
Seguir minha emoção
Acreditando que um dia
Sem sabê-lo ao certo
Consertarei meu peito ferido
De um passado perdido
De batalhas valentes
E as cicatrizes que trago
Só minh’alma as enxergam
Em feridas latentes
E não quero mostrá-la
A quem mais amo...
Inocente.
Mas, o tesouro da vida
O verdadeiro amor
Pode os estragos no peito
Anos a sentir
Como um bálsamo num doce sorriso
Forte e destemido sentimento
Estancar toda dor.
E curar o “menino”...
E fazê-lo sorrir
Por um breve momento...

Alexandre Valente