Amar...
É saber compreender
Mesmo não aceitando...
É cobrar com carinho
Não se fechando...
Mas como criança
Que ainda em mim há
Sigo meu coração...
E só sei me fechar...
Apesar de vida vivida
Desmanchar de esperanças
Lindos castelos de areia
Pelas ondas levados...
Desfigurados...
Teimo de peito aberto
Seguir minha emoção
Sem sabê-lo ao certo
Consertarei meu peito ferido
De um passado perdido
De batalhas valentes
E as cicatrizes que trago
Só minh’alma as enxergam
Em feridas latentes
E não quero mostrá-la
A quem mais amo...
Inocente.
Mas, o tesouro da vida
O verdadeiro amor
Pode os estragos no peito
Anos a sentir
Como um bálsamo num doce sorriso
Forte e destemido sentimento
Estancar toda dor.
E curar o “menino”...
E fazê-lo sorrir
Por um breve momento...
Alexandre Valente

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