quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Alívio

Amar...
É saber compreender
Mesmo não aceitando...
É cobrar com carinho
Não se fechando...
Mas como criança
Que ainda em mim há
Sigo meu coração...
E só sei me fechar...
Apesar de vida vivida
Desmanchar de esperanças
Lindos castelos de areia
Pelas ondas levados...
Desfigurados...
Teimo de peito aberto
Seguir minha emoção
Acreditando que um dia
Sem sabê-lo ao certo
Consertarei meu peito ferido
De um passado perdido
De batalhas valentes
E as cicatrizes que trago
Só minh’alma as enxergam
Em feridas latentes
E não quero mostrá-la
A quem mais amo...
Inocente.
Mas, o tesouro da vida
O verdadeiro amor
Pode os estragos no peito
Anos a sentir
Como um bálsamo num doce sorriso
Forte e destemido sentimento
Estancar toda dor.
E curar o “menino”...
E fazê-lo sorrir
Por um breve momento...

Alexandre Valente




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