terça-feira, 24 de maio de 2011

Velando por Ti

Solidão nos faz
Na vida pensar
Nos remete
À alma da alma.
A solidão não é um lamento
Entristece ,
Mas tem um poder
Que nunca acalma.
Pois nos promete
Tão bons momentos
Que no passado ficaram
Entrelaçados
A grandes tormentos.
Estar eu lamento
Sozinho com ela
Perdido no tempo
Sem você por perto do corpo
Mas ainda no meu coração
Tão por dentro...
Tão ainda dono
Dos meus sentimentos.
Ah solidão, tu de nada sabes
Mas te faz de bandida
Te faz de malvada
E de tudo  és capaz
Quando eu de tão vivo
De um morto me faz.
E por pior que tu sejas
Em meu peito tu cabes
Com minha saudade
Como estacas      cravadas
Que morto-vivo me deixas
Bem isso que fazes
Mas com orgulho
De um Cavaleiro
Te nego minhas queixas
E ao andar pela rua
Íntegro, inteiro
A namorar com a lua
E flertar com as estrelas
E comigo levando
Quem meu nunca foi.
Que suas alegrias
Jamais poderei tê-las.
Luar que me acompanha
Um dia me faz
Astro iluminado
Pra contigo do alto
Ao menos de longe,
Velar meu amado.

Alexandre Valente

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Desespero

"Ouvi um grito...alto...muito alto...insuportavelmente alto...abri as janelas, a porta...de onde vinha esse desespero? Silêncio...Olhei para o meu peito...então fechei as janelas, a porta."

Alexandre Valente