sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dor


Dor...

Ela vem sorrateira
Se apossa do coração
Espreme até brotar
O néctar da lágrima...
Dor...
Ela lembra o tempo perdido
O amor não vivido
O desperdício
De uma vida
Mas morre de lástima,
Quando vê que seu vício
De contorcer corações
Relembrar passados e traumas
De tola e invejosa
Só a nós presenteia
Com a fortaleza da alma...
Dor...
Da tua ignorância em vão
Quanto mais me açoitastes
Mais nobre me fizestes...
Mais belo de coração.
Agradeço a ti...
Porque de derrota, ao invés
E pobre de sonho algum
Me fizestes mais doce e rico...
Cheio de amor...
Não somente “mais um”...

Alexandre Valente