Ferida Aberta
Algo em mim morreu
Uma chama que se apagou
Nem ao certo eu o sei
Explicar tamanha estranheza
Desse ardor que me deixou
Logo eu, Cavaleiro do Amor
Do desamor ser enlaçado
Pelas cordas da tristeza.
Cair nas garras das desconfianças
E entregar-me em torpor
E não permitir-me mais
Nem amar, nem ser amado
Nem a troca de alianças
O coração falar, sentir
Cavaleiro machucado
Pode ser isso, vai ver
Não sei se com o tempo passa
Mas os que de mim se aproximam
Tenho afastado convicto
De que não quero mais
Cavalgar no amor dos homens
Correr tamanho risco.
Ao menos por enquanto
Pode ser que como um encanto
Esse desamor de todo passe
E o Cavaleiro Valente
No amor se torne crente
E se faça o desenlace
Numa noite tão estrelada
Uma linda estrela
De beleza descabida
Do Valente Coração
Cicatrize a ferida.
Alexandre Valente

Nenhum comentário:
Postar um comentário