quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Teus olhos meus



Era tarde...mas nem tanto
Quando do nada te vi
No reflexo da água que
Me refrescava a alma...
Surpreso fixei o olhar
Não acreditando no que via
E então, perguntei a ti
Quem tu eras, se existias
Quis pegar teu reflexo
Nas águas daquele rio
E quando percebi
Ainda que perplexo
Contigo no rio entrei
Desnudei-me do passado
E nele, em teu reflexo
De corpo e alma,
Me atirei
E nesse momento
Me vi como num filme
Que se passa diante dos olhos
Marejados
De tão apaixonados
Todo amor que contigo
Ainda não vivi.
Minh’alma se entregou
Quando te vivi ali pra mim
E adolescente me tornei
Quando juntos n’água
Nos tornamos um...
E nesse instante meu ser se achou
No reflexo de teus olhos
Por tanto procurado
E encontrado em lugar algum...
E nesse reflexo, no qual te achei
Não contive a me encantar
E em  meu eu te encontrar
E desde esse infinito tempo
Em que nele tudo parar-se fez
Prometi aos deuses
Que na  vida, dessa vez
Desses olhos que encontrei
No teu reflexo que vi perplexo
Por nada de mim
Deixar-te ei.

Alexandre Valente





 
 

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