Mente humana que de tão humana mente!
Sobrevivente num caos de realidades
Acordada num sonho de intempéries mil
Encontra no armário da vida, o vestido ideal do fetiche
Sempre usado,
Ousado,
Lindo, evidente, deslumbrante, pronto para o grande baile
Baile de gala, numa noite qualquer, corriqueira
Pronto na exatidão, para nos braços da ilusão
Deixar-se conduzir, ébrio, mas de mente lúcida
Translúcido de tantos irreais burburinhos
Lindo vestido
Que de tão escondido
Nessa noite qualquer
Expõe seu nobre tecido de brilho de falsas verdades
E de tantas e deveras inverdades
Cai nos "flashes" da festa, ébrio, de tanto malogro.
E sempre assim, se faz presente a mais um, nessa noite qualquer.
Pobre um.

Nenhum comentário:
Postar um comentário