segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Par de Asas


Pensei ter me encantado
Por um anjo de bem longe
Mas ao vê-lo, enganado
Em silêncio eu fiquei.
Entreguei-lhe meu perdão
Em seus momentos de cólera
Mas de nada adiantava
Foram tantas essas vezes
Que perdido nem contei.
Pois assim o anjo era.
E em silêncio eu ficava
Pobre anjo eu pensava
O que leva nessa alma
Tão perdida e cansada?
A ele fui fiel,
Em todos os momentos
Fiz do anjo confidente
Dos  mais fortes sentimentos
Minha vida lhe contei
Mas o anjo descontente
Amargurado como fel
Num momento imprudente
De sua nuvem me expulsou
Como bandido, como réu.
Fui julgado e condenado
Porque ainda o amava
E arrematado fui ao céu
Que mesmo de sua nuvem atirado
Surpreso eu notava
Que eu tinha e ele não...
Um lindo e grande par de asas.
E feliz embora triste
Carregando uma lágrima
Voei para o meu mundo
Veloz para minha casa...
Minhas lindas asas encolhi
Para um outro vôo
Com certeza alçar
Pois o anjo me mostrou
A beleza que é voar!

Alexandre Valente

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